quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Pequenas loucuras

O Acaso está em fase de criação.


"essas palavras que escrevo me protegem da completa loucura" C. Bukowski



"Essa loucura roubada eu não desejo a ninguém
a não ser a mim mesmo amém" C. Bukowski

"dois loucos no bairro
um passa os dias
chutando postes
para ver se acendem

o outro
as noites
apagando palavras
contra um papel branco

todo bairro tem um louco
que o bairro trata bem
só falta mais um pouco
pra eu ser tratado também" P. Leminski

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

+ Quartas

Quarta passada alguns de nós do grupo (Marcelos, Guilherme e Fernando) participamos de uma oficina no Municipal. Quarta agora tem outra muito boa e todos estão convidados a partitipar, façam teatro ou não:


Dia 18 – Oficina de Teatro – O Provocador Cênico - Cia Acidental de teatro de Campinas
A oficina abordará alguns procedimentos contemporâneos de criação teatral, utilizados no processo de montagem da peça “Macacos me mordam”. Partindo de diferentes fontes (contos, poemas, textos dramáticos, músicas, imagens).
Os ministrantes - sempre em posição de provocadores, organizarão a criação dos participantes.
Classificação etária: Livre
Horário: 19h
Realização: Festival Macaco – Caaso e Prefeitura Municipal de São Carlos – Coordenadoria de Artes e Cultura

Entrada Gratuita

Quem perder é bobo cabeça de melão!!!

terça-feira, 27 de julho de 2010

Quartas Alternativas

O grupo ACASO está voltando das férias de Acapulco. Estamos tratando de arrumar as malas e deixar tudo pronto para a viagem de volta na semana que vem. Enquanto isso, São Carlos não para na programação cultural. Olha aí o que vai rolar nessa quarta:

Dia 28 (quarta-feira) - Circuito Fora do Eixo nas Quartas Alternativas

O Palco Fora do Eixo, projeto que visa construir uma rede de produção e intercâmbio distinta do padrão-mercado capaz de estimular e dar vasão à multiplicidade de fazeres no campo cênico, convida a todos os grupos/artistas a comparecerem dia 28 de julho, ás 19h no Teatro Municipal, para uma conversa embasada na troca de experiências e vivências. A conversa será mediada por Cláudia Schulz: Atriz e diretora teatral (UFSM/RS). Foi professora no curso de Artes Cênicas/UFSM (2006 a 2008). Mestre em Artes Visuais,pesquisa em web performances. Organizadora do Festival de Teatro Independente de Santa Maria. Integrante do Macondo Coletivo e coordenadora nacional do projeto Palco Fora do Eixo.

Classificação etária: Livre

Horário: 19h

Realização: Massa Coletiva - Palco Fora do Eixo, Prefeitura Municipal de São Carlos – Coordenadoria de Artes e Cultura, Tusp – Teatro da USP, Grupo de teatro Acaso, Grupo de teatro Atuando em Psi, Cia da Insônia e Grupo de teatro Preto no Branco

Entrada Gratuita!

Teatro Municipal Dr. Alderico Vieira Perdigão
Rua Sete de Setembro, 1735
(16) 3371-4339
teatro.cultura@saocarlos.sp.gov.br

É isso ae! Aproveitem!

Abreijos.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Acaso em férias em Acapulco!

O grupo Acaso está em férias. É, em Acapulco!!
Mas, grupo de teatro entra em férias?
Er, não. Mas universitários como quase todos do Acaso somos, cada um vai pro seu canto comer o arroz-feijão-batata-macarrão de mãe e os encontros do grupo não acontecem.
Mas trabalho e criatividade não faltam. Seja lá em São Carlos, em um ou outro café filosófico entre Hilde, João e afins que lá estão; sejam nos e-mails recheados de idéias para o semestre que vem. Sim, caros senhores. Muitos planos para o semestre que vem. (ouçam o rufar dos tambores!)

Semestre que vem, por Acaso tem Semcomp, na qual nossa ilustríssima presença foi convocada pela bagatela de $100.000,00 dólares (leia-se cem mil dólares líquidos*). E Macaco, o movimento cultural do Caaso! Ambos acontecerão em setembro.
Assim que tivermos as datas certas avisaremos. Havia a possibilidade de ser em Julho, mas a comissão organizadora da copa do mundo nos implorou que adiássemos o puta evento para não desviarmos as atenções da Jabulani para Sanca City.

Enfim, bonzinhos e humilde que somos, vamos esperar e fermentar nossas ideias nessas férias para trazer coisas lindas para a galera que conhece ou que quer conhecer o Acaso. E pra quem não quer também, tá.

Beijos, galera. Antenem-se no Acaso.

*liquidos de caju?


por Nádia Stevanato

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Peça Neste Final de Semana.

Neste final de semana haverá apresentação da Cia da Insônia, grupo de teatro amigo do Acaso, contando com a participação de dois membros do Acaso, Nádia Stevanato e Guilherme Andere.
Membros do Acaso lá estarão presente, no palco e na platéia, como já houve em outras vezes, como na apresentação de Isabela - Astróloga de Araque com o grupo Preto no Branco.
Segue a descrição da peça:






















Cia da Insônia apresenta: Jogos de Assoprar
O que podemos fazer quando todas as coisas parecem não acontecer conforme esperávamos? E o que esperar quando as coisas todas que podemos fazer parecem não acontecer? Através de uma sucessão de construções imagético-performáticas, Jogos de Assoprar propõe aos nossos sentidos diferentes versões do que seriam o sucesso e o fracasso: Beckett relido (pelas lentes da micropolítica), um desfile de pequenas-grandes tragédias, um final com sabor de delicadeza.

Este trabalho foi fomentado pelo primeiro edital do Fundo Municipal de Cultura de São Carlos.

Quando ? 12 e 13 de junho, ás 20h
Onde? Teatro Municipal de São Carlos
Quanto ? R$ 5,00 inteira, R$ 2,50 meia

Ficha Técnica:
Direção e dramaturgia: Thaíse Nardim
Elenco: Anna Kuhl, Nádia Stevanato e Guilherme Andere
Assistência de direção: Maurício Zattoni
Produção: Anna Kuhl e Yasmim Bidim
Identidade Visual: Laura Teixeira

A Cia da Insônia é um grupo de teatro formado por artistas de São Carlos que realiza um trabalho dramatúrgico de improvisação. O primeiro trabalho do grupo surgiu da pesquisa sobre a experiência do dormir, de não dormir, do sonhar e do despertar, que resultou na peça "Sessão Insônia 1 - A Santa", construída por improvisações em torno de uma menina que sonha que é santa e vê sua pureza entrar em conflito com suas características humanas. Em seguida, o grupo construiu uma instalação com performances materializando esta pesquisa na obra "Imaginário da Insônia", contemplada pelo 1° Edital Contato Universitário e apresentada durante o 3° CONTATO Festival Multimídia, em outubro de 2009.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Quarta dia 26 no Municipal

Mais uma vez, a programação do Municipal desta quarta alternativa.

“Apresentação do Grupo Estação do Circo com o espetáculo Extremo e oficina de técnicas acrobáticas”

Estacao-do-CircoEspetáculo inspirado no caos urbano, com uma estética limpa onde as coreografias acrobáticas revelam o estresse e o individualismo de cada um no dia-a-dia.
O espetáculo idealizado pelo grupo Estação do Circo conta com a participação do grupo Urze Cia de dança.
Classificação etária: Livre
Horário: 19h.
 Entrada Gratuita

domingo, 23 de maio de 2010

Teatro Imagem

Oficineiro
Filippe

Presentes
Lucas
Ricardo (Pai)
Nádia
Hilde
Murilo
Guilherme (Pancada)

Sobre o Tema

Em minhas buscas pelo novo no teatro, mesmo no pouco contato que tive com o fazer teatral, descobri coisas interessantes e belezas inexplicáveis no improviso e na liberdade criativa do teatro em grupo.
Lendo um pouco sobre Augusto Boal, encontrei algumas definições e maneiras de conduzir esta criatividade para temas de peso mais social e menos "entretenimento", o que de fato é importante para um grupo tão representativo como o Acaso (mesmo que ainda em pequena escala). Desta forma, separei algumas frases de minha pesquisa que esboçam um pouco do que aprendi e pude passar ao grupo na oficina de terça da semana passada, dia 18/05 (desculpem o atraso pra publicar):

"O Teatro do Oprimido é teatro na acepção mais arcaica da palavra: todos os seres humanos são atores, porque agem, e expectadores, porque observam. Somos todos espect-atores. O teatro do Oprimido é uma forma de teatro, entre todas as outras."

"A imagem do real é real enquanto imagem."

"Somos todos atores, até mesmo os atores."

"Teatro pode ter várias formas. Alguns, assistimos paralisados: o teatro da guerra, o teatro do crime, o teatro das paixões humanas."

Deixando então a imaginação fluir e, me baseando nos jogos propostos pelo Boal (no livro citado na bibliografia ao final deste texto), adaptei os exercícios ao Acaso e ao tempo (curto) que tinha para ministrar esta oficina. Sei que é necessário muito mais dedicação e tempo para se discutir algo tão profundo como o teatro proposto pelo Boal, mas eis o que se deu...

O Exercício
Primeiro Momento:
Trabalho corporal aguçando o conhecimento do corpo, trabalhando músculos e atentando à energia gasta em cada ponto do corpo para diferentes movimentos. Para isso, foi proposto que os atores andassem pelo espaço cenico e se abaixassem para pegar objetos no chão, devolvendo-os em seguida, atentando ao trabalho corporal necessário para fazer estes movimentos.
Fez-se também um exercício de memória, em que os atores deveriam lembrar de momentos daquele dia, da cor da roupa do outro ou mesmo de quantas pessoas estavam presentes. Vale dizer que poucos acertaram as perguntas, o que indica que precisamos de mais exercícios de memória e concentração - o que ficou proposto como atividade diária: prestar atenção e buscar lembrar do dia antes de dormir.
Por fim, foi proposto que os todos deixassem de raciocinar de forma comum e passassem a pensar em imagens, apenas. Todos os pensamentos deveriam ser traduzidos em imgens.
Neste momento aconteceu algo interessante: ao pedir que as pessoas pensassem em problemas sociais e imagens de opressão com a qual tinham contato, muitos fecharam a cara na hora e esboçaram sinais claros de tristeza. Questinamentos que surgiram? Realidades vividas? Não sei. Isso fica no interior de cada um que estava lá e isto é importante, já que ao longo da oficina fomos desenrolando estes pensamentos (imagens) e ao final, todos já estavam de volta a si, porém mais conscientes daqueles problemas.

Segundo Momento:
Discussão! Este foi um dos momentos mais importantes da oficina: gerar discussão em torno de problemas sociais, baseados, claro, no que vivemos e vemos na sociedade em que estamos inseridos. Obviamente muitos problemas comuns surgiram, mas o objetivo era chegar a um consenso sobre o que falar. Qual o problema social que incomoda a todos? Qual a imagem mais opressiva que me vem à mente ao pensar na sociedade?
Depois de um tempo de debate e bastante pressão (proposital) da minha parte, escolheram o tema: pobreza. Chega a ser obvio, mas alguém discorda que este é um tema que incomoda a todos? Nada mais justo.
Quero deixar claro que não induzi nenhum pensamento ou mesmo sugeri qualquer tema ou imagem opressiva naquele momento. A pressão que exerci era em função do tempo curto que tinhamos e da proposta de "sentir a opressão". Decidido então o tema, fomos para a cena!

Terceiro Momento:
Primeiro, os espect-atores formaram a imagem da opressão que escolheram: a pobreza. Um a um, foram complementando ou modificando a cena até que esta representasse a opinião do coletivo de como era a imagem real (quase-estática) daquela situação.

Depois, pedi para que modificassem a cena de modo que aquela imagem opressiva fosse transformada em uma imagem na qual a opressão houvesse desaparecido. Assim, formou-se a imagem ideal, oposta à imagem real criada anteriormente.


Em seguida, propus que voltassem à primeira cena (opressiva) e lentamente transitassem da imagem real para a imagem ideal. Num dado momento, pedi para que congelassem a cena e que se observassem, tentando identificar o que havia mudado da primeira imagem para chegar à segunda, criando assim uma imagem de transição.



(Notem que as imagens de transição são bastante próximas da imagem real, já que apontam os primeiros caminhos para sair de uma e alcançar a outra)



Por fim, mais uma pequena discussão sobre o tema escolhido e sobre como modificamos a imagem real para chegar à imagem ideal, atentando bastante à imagem de transição.

Por que isso tudo, Cabeção?
Busquei com esta oficina, transmitir um pouco do que li sobre o Teatro do Oprimido, do Boal. Dentro da teoria existe algumas divisões e formas de se falar do oprimido, dos problemas sociais, do mundo, enfim... Escolhi o teatro imagem porque achei que era o mais direto naquele momento, para que as pessoas refletissem sobre um problema social sem as discussões fervorosas e infindáveis que nunca chegam em lugar algum além de deixar um rastro maior de questões.
De fato a idéia se concretizou e se mostrou bastante efetiva. Em um extremo colocamos o problema, no outro excluímos o problema, no meio representamos a solução. Obviamente não encontramos a solução de fato para a sugestão opressiva que escolhemos, no caso a pobreza, mas pudemos traduzir isso em movimento, em ação cenica, em mudança de fato, mesmo que dentro do espaço cenico. Ora, isso não tem embutido em si o seu valor social concreto? E se dalí fossemos representar aquela cena nas ruas? Quantas pessoas entenderiam e passariam a ver o problema de outra forma e, daquele momento em diante, mudariam de atitude frente àquela imagem opressiva sempre que a visse na rua?
Creio humildemente então que esta tenha sido uma experiência enriquecedora e, mais do que isso, modificadora. Algo fundamental ao teatro.

Grato sempre ao Boal por isso!

Bibliografia: Jogos para atores e não atores / Augusto Boal (1939-2009) - 13° ed.

"O intelectual é aquele que diz algo simples de forma complicada, o artista é aquele que diz algo complicado de forma simples." (Bukowski)

EVOÉ!